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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL


1. Podemos apontar como uma das principais causas da Segunda Guerra Mundial:
A.  A rivalidade política e militar entre Alemanha e Itália no final da década de 1930.
B. O surgimento e fortalecimento, na década de 1930, de governos totalitários na Europa, com objetivos expansionistas e militaristas.
C. A política expansionista da França, que invadiu e conquistou vários territórios na Europa e na África no final da década de 1930.
D.  A aliança militar estabelecida por Itália, Alemanha e Estados Unidos no começo da década de 1930.

2. O regime nazista de Hitler respeitou o Tratado de Versalhes?
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3. Qual das alternativas abaixo aponta o marco inicial da Segunda Guerra Mundial?
A. O ataque do Japão à base militar norte-americana de Pearl Harbor.
B.  Os diversos bombardeios britânicos a várias cidades alemãs.
C. A invasão da Polônia pelas forças armadas da Alemanha em 1º de setembro de 1939.
D. O estabelecimento de acordos militares entre Alemanha, Itália e Japão.

4. Na Segunda Guerra Mundial, o bloco militar conhecido como Eixo era composto pelos seguintes países:
A. Alemanha, Itália e Japão.
B.  França, Inglaterra e Estados Unidos.
C. Alemanha, Itália e Rússia.
D.  Inglaterra, Estados Unidos e Rússia.

Leia:
"Pensem nas crianças; Mudas telepáticas; Pensem nas meninas;  Cegas inexatas; Pensem nas mulheres;  Rotas alteradas; Pensem nas feridas; Como rosas cálidas; Mas oh! não se esqueçam; Da rosa de Hiroshima; A rosa hereditária; A rosa radioativa; Estúpida e inválida; A rosa com cirrose; A anti-rosa atômica;  Sem cor, sem perfume; Sem rosa, sem nada"
5. Podemos considerar que o texto acima debate:
A. A herança terrível das bombas atômicas atiradas em Hiroshima e Nagasaky, no final da 2ª Guerra Mundial, levantando a necessidade de sua lembrança para defendermos a paz.
B. A poesia não trata dos problemas relativos à bomba atômica, à guerra e à paz.
C.  As armas atômicas nunca seriam usadas como forma de poder entre as potências mundiais.
D. A paz só será garantida com a utilização de armas atômicas.
E. As armas atômicas deixaram poucas heranças culturais e políticas durante o período da Guerra Fria.

6) Os Estados Unidos iniciaram sua participação na Segunda Guerra Mundial motivados pelo(a):
A.  Invasão da França por tropas italianas;
B. Política de implantação do Plano Marshall, que favorecia a industrialização do país;
C.  Afundamento, no Oceano Pacífico, de navios de países aliados, como o Brasil;
D. Ataque japonês à base naval americana de Pearl Harbor;
E.  Apoio dado pela Onu aos países latino-americanos participantes do conflito.

7) Relacione a Crise de 1929 com o surgimento de regimes políticos totalitários.
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8. Sobre o final da Segunda Guerra Mundial, é verdadeiro afirmar que:
A.  Estados Unidos e Grã-Bretanha foram os países derrotados e tiveram que reconhecer o domínio alemão na Europa.
B. Embora a guerra tenha terminado em 1945, o Japão assinou a rendição apenas em 1948.
C.  Alemanha, Itália e Japão saíram derrotados, marcando o fim dos governos fascistas na Europa.
D. Japão, Estados Unidos e França foram os países que mais saíram fortalecidos politicamente após a Segunda Guerra Mundial.

LEIA:
“A Segunda Guerra Mundial foi, em sua maior parte, travada entre a Alemanha nazista e a União Soviética. A esmagadora maioria das divisões dos exércitos nazistas permaneceu em território soviético, na chamada Frente Ocidental (...). Os 20 milhões de cidadãos soviéticos mortos podem atestar a violência e a importância da participação da União Soviética no conflito mundial”.
RESPONDA
9) Que argumento apresenta o texto para defender que a Segunda Guerra Mundial foi travada principalmente entre a União Soviética e a Alemanha nazista?
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 10)  Quando os combates foram iniciados na União Soviética? Qual foi o desfecho das batalhas?
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domingo, 26 de agosto de 2018

Crise de 1929 e Nazifascismo



1) A crise econômica iniciada em 1929, nos Estados Unidos, e que se propagou por vários outros países, desarticulando a economia internacional no seu conjunto, representou a negação dos princípios do liberalismo econômico que se encontravam fortemente enraizados na sociedade norte-americana. Sobre a depressão econômica de 1929 existe uma alternativa que não está correta. Assinale esta alternativa:


a) Crise de superprodução que resultou em oferta de produtos acima da demanda do mercado consumidor.
b) Redução drástica do volume do comércio externo, provocando a queda da exportações  e desordem no mercado internacional.
c) Há manifestação de uma desenfreada ciranda especulativa, superaquecendo as Bolsas de Valores e desviando o capital de seu circuito natural de aplicação.
d) Foi de caráter globalizado , atingindo diretamente ou não vários países e atuando sobre os mais diversos setores da economia.
e) Trata-se de uma crise causada pela escassez generalizada de mercadorias, manifestando-se através da elevação acentuada dos preços, gerando um violento surto inflacionário.  



2) A crise econômica global em 1929 foi resultado de uma espetacular sequência  de eventos que terminou com a quebra da bolsa de Nova Yorque. Quais as consequências deste fato? 

I- A retração do comercio mundial.
II- Aumento do desemprego.
III- Falência de inúmeros bancos.
IV- Crise financeira localizada especificamente na Europa.
V- Estatização de empresas do setor industrial.

Assinale a alternativa cuja sequência corresponde as afirmativas verdadeiras :
A) I, II, III.           B) II, III, IV.        C) III, IV, V.             D) I, II, V.             E)I, II, III, IV.


3- Alguns historiadores afirmam que o nazi-fascismo representava uma reação nacionalista às frustrações de alguns países, decorridas da primeira guerra mundial. A doutrina nazi-fascista tinha em comum,  as seguintes características:

A) totalitarismo, nacionalismo, militarismo e unipartidarismo.   
B) totalitarismo, liberalismo, anticomunismo e idealismo. 
C) idealismo, romantismo, nacionalismo e liberalismo.     
D) democracia, nacionalismo, anticomunismo e romantismo.  
E) idealismo, militarismo, nacionalismo e democracia.

4-Os regimes totalitários que polarizaram a política europeia no período entre guerras, apresentavam muitos aspectos comuns, porem conservando suas particularidades.
Assinale os aspectos que caracterizam o nazismo:

a) Ocorreu na Itália e seu líder foi Benito Mussolini.
b) Ocorreu na Alemanha e  adotava o antissemitismo.
c) Racismo e cooperativismo.
d) Militarismo e liberalismo econômico.
e) Internacionalismo e seu líder foi Adolf Hitler.



5) O período entre as duas guerras mundiais (1919-1939) foi marcado por:
a) crise do capitalismo, do liberalismo e da democracia e polarização ideológica entre fascismo e comunismo.
b) sucesso do capitalismo, do liberalismo e da democracia e coexistência fraterna entre fascismo e comunismo.
c) estagnação das economias socialista e capitalista e aliança entre os E.U.A. e a U.R.S.S. para deter o avanço fascista na Europa.
d) prosperidade das economias capitalista e socialista e aparecimento da guerra fria entre os E.U.A e a U.R.S.S. e) coexistência pacífica entre os blocos americano e soviético e surgimento do capitalismo monopolista.

6) Na década de 1920, o fascismo surge como uma posição política de crítica às democracias liberais e ao comunismo soviético por considerar que essas duas formas de governo destroem o valor supremo da nação e da pátria, quer pela corrupção econômica e política, que pregando o internacionalismo proletário que enfraquece as forças do Estado nacional. Sobre quais ideais se forma o fascismo e em que países consegue se impor como forma de governo?


7) Após a Primeira Guerra Mundial, vários países europeus enfrentaram uma séria crise econômica e política. Nesse quadro de instabilidades, observamos o fortalecimento das ideologias totalitárias, como o nazismo e o fascismo. Mediante tal contexto, responda:
a) Aponte quatro pontos fundamentais que caracterizam os regimes totalitários.
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b) Descreva em linhas gerais o contexto que favoreceu o aparecimento:
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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Revolução Russa


1 A Revolução Russa de outubro de 1917 foi liderada por Lênin e os revolucionários prometiam as seguintes ações:
A - Implantação o sistema capitalista na Rússia após a revolução.
B - Um governo socialista, apoiado pela nobreza russa.
C - Distribuição de terras, igualdade social, democracia e participação do clero nas decisões do governo.
D - Paz (saída da Rússia da 1ª Guerra Mundial), terra, pão, liberdade e trabalho.

2- “ A queda da burguesia e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis ... Os proletários nada têm a perder com ela, a não ser as próprias cadeias e têm um mundo a ganhar. Proletários de todos os países, uni-vos!”
Assinale, nas alternativas abaixo, o nome do grande personagem da história a que devemos este pensamento:
a)  Napoleão Bonaparte;
b)  Thomas Malthus;
c)  David Ricardo;
d)  Karl Marx.

3) Uma das principais causas da Revolução Russa foi a situação de injustiça social que afetava as camadas mais pobres da população no começo do século XX. Qual das alternativas abaixo apresenta características do contexto histórico da Rússia pré-revolução?

A - trabalhadores urbanos, clero e nobreza pagavam altos impostos; setor industrial desenvolvido; camponeses vivendo em situação de miséria.
B - trabalhadores rurais vivendo em extrema situação de pobreza; economia atrasada; altos impostos pagos pelas camadas mais baixas da sociedade.
C - agricultura atrasada, distribuição de renda igualitária; privilégios sociais, políticos e econômicos para a nobreza.
D - boa situação econômica para toda população, falta de democracia, altos impostos pagos pela nobreza e clero.

4) A Rússia, até os primeiros anos do século XX, era controlada pelo absolutismo czarista. Próximo aos moldes do absolutismo, o governo russo atrelou a economia nacional aos moldes do feudalismo e não promoveu condições necessárias para o estabelecimento de um parque industrial desenvolvido. Dessa maneira, o atraso econômico foi uma das primeiras delicadas questões que contribuíram para a deflagração do processo revolucionário.
 Tendo o texto acima como apoio e baseando-se em nossos estudos, acerca dos antecedentes da Revolução Russa de 1917, assinale a opção CORRETA.

a) Não podemos considerar que a Revolução Russa de 1917 foi influenciada pelo socialismo científico de Karl Marx e Friedrich Engels, já que os camponeses foram os principais líderes da revolta e lutavam por seus interesses e não os de toda a sociedade.
 b) Após o fim da servidão, na Rússia, houve uma intensa migração do campo em direção à cidade, contribuindo para o aumento da mão de obra disponível, que seria direcionada, em grande parte, para a indústria favorecendo a organização do projeto revolucionário da burguesia, o que permitiu a tomada do poder implantando um regime socialista burguês.
 c) O czar Nicolau II promovia políticas absolutistas que oprimiam os povos russos. A partir dessa situação social, os trabalhadores operários e camponeses criaram diversos movimentos sociais que objetivavam a crítica ao czarismo e a busca por melhores condições de vida.
d) Os bolcheviques representaram a ala menos radical do POSDR e foram derrotados, pelos mencheviques, nas jornadas de outubro.


Primeira Guerra Mundial


1.Leia o texto:
"O odor fétido nos penetra garganta adentro ao chegarmos a nossa nova trincheira, a direita dos Éparges. Chove torrencialmente e nos protegemos com o que tem de lonas e tendas de campanha afiançadas nos muros da trincheira. Ao amanhecer do dia seguinte constatamos estarrecidos que nossas trincheiras estavam feitas sobre um montão de cadáveres e que as lonas que nossos predecessores haviam colocado estavam para ocultar da vista os corpos e restos humanos que ali haviam." Memórias do veterano Raymond Naegelen, que lutou na região de Champagne
O trecho  acima retratam uma fase da primeira guerra mundial, que foi
(a) a guerra de movimento.
(b) a guerra de trincheiras.
(c) a guerra química.
(d) a guerra fria.

2. Qual é o objetivo das Alianças Militares formadas no contexto da “Paz Armada”?
(a)
 garantir mercados consumidores e fornecedores de matéria prima.
(b) era garantir maior poder bélico e político, para contra atacar países rivais e também para defender países aliados.
(c) exercitar o poder político e econômico na África e Ásia.
(d) apaziguar os atritos entre os países europeus através de uma arbitragem imparcial e justa.

3. Assinale o fato que serviu de estopim para deflagrar a Primeira Guerra Mundial.
(a)
 A assinatura do Tratado de Versalhes que tinha por base culpar os alemães pela corrida armamentista.
(b) O revanchismo francês que não conseguiu superar a perda de territórios da Alsácia e Lorena para a Alemanha.
(c) A deposição do czar da Rússia em virtude da Revolução Russa provocou revolta e reação dos demais paises europeus.
(d) Em 28/6/1914, o arquiduque Francisco Ferdinando foi assassinado por um grupo de terroristas intitulado “Mão Negra”.

4. Após a Primeira Grande Guerra Mundial, no ano de 1919, foi criada uma instituição pelo então presidente americano Woodrow Wilson , tinha como principal objetivo de manter a paz mundial. Esta instituição era
(a) a Liga das Nações.
(b) a Tríplice Entente.
(c) a Tríplice Aliança.
(d) a Paz Armada.

5. A Tríplice Aliança era um acordo em que cada um dos países garantia apoio aos demais no caso de algum ataque de duas ou mais potências sobre uma das partes. A Tríplice Aliança foi o acordo militar entre
(a) Portugal, França e Inglaterra.
(b) os EUA, Alemanha e Itália.
(c) a Alemanha, a Áustria-Hungria e a Itália,
(d) a Itália, a França e a Alemanha.

6. Observe a imagem:



Ela demonstra, dentro de um contexto histórico,

(a) a partilha da América entre as potências europeias.
(b) a partilha da África pelas potências imperialistas.
(c) a democracia da divisão da África entre os países imperialistas.
(d) o respeito aos direitos dos países africanos.


quinta-feira, 1 de março de 2018

Game of Thrones foi inspirado na Guerra das Rosas?


A Guerra das Rosas foi uma série de guerras ocorridas entre os anos de 1455 e 1487, famílias nobres disputaram o trono inglês.
As duas famílias mais poderosas da época eram os York do norte  da Inglaterra e os ricos Lancasters. Além dessas duas famílias nas guerras, houve influência estrangeiras, outras famílias nobres e trocas de lado. 
Podemos trocar esses nomes, por Stark do norte, e os ricos Lennister. Agora você lembrou de alguma coisa? Não?
Não foi apenas uma coincidência, a Guerra das Rosas foi a principal influência usada por George R.R. Martin para escrever a saga Game of Thrones.
A Guerra das Rosas recebeu esse nome por causa do símbolo das duas famílias, os York com a rosa branca e os Lancasters com a rosa  vermelha.

Willian Shakespeare já havia ajudado a romantizar e a popularizar essa guerra, quando  escreveu peças teatrais sobre Henrique VI.

Henrique VI
Henrique VI estava no centro da origem conflito, um rei considerado fraco e louco e perdeu  a Guerra dos Cem Anos. Ele era da casa de Lancasters, um ramo da casa dos Plantageneta, assim como os York, os Plantageneta governaram a Inglaterra por 300 anos.
As duas famílias eram descendentes da mesma casa real, por isso ambas acreditavam que tinham direito ao trono inglês.

Nenhum personagem de Game of Thrones foi inteiramente inspirado nos da Guerra das Rosas, mas Martin tomou como inspiração Eduardo IV para criar Robert Baratheon, o guerreiro grandioso, sólido e atraente que acabou se tornando um rei corpulento e indisposto. Há uma faísca de Eduardo, também, em Robb Stark, um general brilhante que, por amor, faz um casamento imprudente e desvantajoso.

Eduardo IV


Robert Baratheon



Robb Stark


Cersei Lannister, a viúva ambiciosa e dissimulada de Robert, foi inspirada em Margaret d’Anjou, esposa de Henrique VI, o rei que Eduardo IV ajudou a depor. As crises de insanidade de Henrique faziam com que ele, frequentemente, fosse incapaz de reinar, e Margaret, pertencente aos Lancaster, lutou ferozmente contra aqueles que procuravam invalidar a reivindicação e posse de sua família ao trono. Historiadores a veem como uma das principais responsáveis pela Guerra das Rosas, assim como Cersei é responsável pela Guerra dos Cinco Reis. Cersei também se assemelha a Isabella da França, uma bela rainha medieval que conspirou com o amante para destronar e possivelmente assassinar, com um ferro quente inserido no ânus, seu marido, Eduardo II, no século XIV.
Margaret de Anjou
Isabella da França









Cersei Lannister
Ricardo era o representante dos York , se uniu a nobres que perderam terras na Guerra dos Cem Anos. Pediram a renuncia de Henrique VI, por considera-lo fraco e louco.
O exército York conseguiu vencer as tropas reais. Com essa vitória inicial a rainha Margarete de Anjou influenciou  os Lancasters para expulsar os York do país. Um dos principais aliados dos York, Earl de Warwick invadiu a Inglaterra pelo Canal da Mancha e venceu o exército real, aprisionou o Henrique VI.
Com isso Ricardo de York voltou ao país e se tornou Lord protetor do reino, uma espécie de rei escolhido pelo parlamento.
Os Lancasters contra atacaram, Ricardo e um dos seu filhos foram mortos pelas tropas reais e o rei Henrique VI foi libertado da prisão.
Como reação o filho mais velho de Ricardo de York se declarou rei, como Eduardo IV.
Durante 25 anos as duas casas tentaram fortalecer sua posição política através de batalhas, assassinatos de rivais e casamentos.
Eduardo IV (York) era o rei e os Lancasters fazendo resistência, liderados pela rainha da Anjou, Henrique VI foi capturado novamente em 1465, preso na Torre de Londres, foi libertado em 1470 por Earl de Warwick, que agora se voltou contra os York, como um tal de  Theon Greyjoy.


O rei Henrique VI foi capturado mais uma vez e morreu na Torre, a mando de Eduardo IV. Os irmãos mais novos do rei Eduardo IV disputavam as riquezas herdadas dos Lancasters , por conta de seus casamentos, o rei acusou seu irmão mais novo, George, de conspirar contra ele, foi executado em 1478, afogado num tonel de vinho.

Eduardo IV morre em 1483, aos 40 anos, ninguém tem certeza das causas. O trono passou para o seu filho, Eduardo V,  de doze anos que nunca foi coroado, o poder foi exercido por seu tio Ricardo, o casamento de Eduardo IV foi considerado ilegítimo, Eduardo V e seu irmão mais novo foram para a Torre de Londres e desapareceram misteriosamente, o tio dos meninos assumiu o trono como Ricardo III.
Shakespeare descreveu Ricardo III como de baixa estatura, corcunda, fisionomia quase deformada,um conselheiro estratégico, um monstro, capaz de matar seu próprios sobrinhos. Hum ..Me lembrei  de alguém..

Tyrion Lannister


O herdeiro da casa de Lenisters, Henrique, invadiu a Inglaterra, atravessou o canal com o exército  francês a seu serviço, usando um estandarte de dragão em batalha ... hum....

Daenerys Targaryen

Henrique derrotou Ricardo III que morreu em batalha e se casou com Isabel de York, filha de Eduardo IV uniu as duas casas em uma só, tornando-se Henrique VII.

A rosa branca de York se somou a rosa vermelha de Lancasters formando a rosa Tudors, mas essa já é uma outra série.
























segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Resenha: O Apanhador no Campo de Centeio - J. D. Salinger


 O Apanhador no Campo de Centeio é um dos livros mais lidos no mundo. Quando lia esse título acreditava que o romance fosse totalmente diferente.
Escrito em primeira pessoa, como se fosse o diário  de um adolescente rico dos anos 50 , com sérios problemas escolares e pessoais.
Com linguagem de um jovem rapaz de 16 anos com gírias e palavrões. Holden Caulfield relata que foi  expulso de duas das melhores escolas americanas e critica tudo e todos, na minha visão o personagem é um menino bom, mas em depressão, pois, além, de todos os conflitos da adolescência, havia perdido um irmão mais novo devido à  leucemia. 
O autor, J.D. Salinger, lutou na Segunda Guerra Mundial, e no dia D, quando os americanos  desembarcaram na  Normandia estaria com 5 capítulos de O Apanhador no Campo de Centeio no uniforme, é um livro apaixonante, acredito que ainda mais se você ler na adolescência. 
Pelo documentário sobre a vida do autor https://www.youtube.com/watch?v=_JSFr7YdKLE&list=PL8DSIgl9lhPrW1oJvema8BlH9y9K9eUf4&index=2 ,o personagem Holden, tem muitas das características de Salinger, e muito dos seus traumas foram descritos no livro.
Mais uma curiosidade é que os assassinos de John Lennon  e uma atriz que não achei  o nome, citada no documentário acima, estavam com um exemplar de  O Apanhador no Campo de Centeio, assim como o atirador do ex presidente americano Ronald Reagan. Muita coincidência não? 
Ainda tem um vídeo com a analise do livro de uma professora da USP: https://www.youtube.com/watch?v=xNP5pBs9tGU&index=4&list=PLxI8Can9yAHfwU1xgIgN2QLh6SuYsV2gG
Recomendo o livro fortemente!


domingo, 24 de dezembro de 2017

Machado de Assis MISSA DO GALO



Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite.
A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranqüilo, naquela casa assobradada da rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Meneses trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça; mas, afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.
Boa Conceição! Chamavam-lhe "a santa", e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. No capítulo de que trato, dava para maometana; aceitaria um harém, com as aparências salvas. Deus me perdoe, se a julgo mal. Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito nem feio. Era o que chamamos uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar; pode ser até que não soubesse amar.
Naquela noite de Natal foi o escrivão ao teatro. Era pelos anos de 1861 ou 1862. Eu já devia estar em Mangaratiba, em férias; mas fiquei até o Natal para ver "a missa do galo na Corte". A família recolheu-se à hora do costume; eu meti-me na sala da frente, vestido e pronto. Dali passaria ao corredor da entrada e sairia sem acordar ninguém. Tinha três chaves a porta; uma estava com o escrivão, eu levaria outra, a terceira ficava em casa.
- Mas, Sr. Nogueira, que fará você todo esse tempo? perguntou-me a mãe de Conceição.
- Leio, D. Inácia.
Tinha comigo um romance, os Três Mosqueteiros, velha tradução creio do Jornal do Comércio. Sentei-me à mesa que havia no centro da sala, e à luz de um candeeiro de querosene, enquanto a casa dormia, trepei ainda uma vez ao cavalo magro de D’Artagnan e fui-me às aventuras. Dentro em pouco estava completamente ébrio de Dumas. Os minutos voavam, ao contrário do que costumam fazer, quando são de espera; ouvi bater onze horas, mas quase sem dar por elas, um acaso. Entretanto, um pequeno rumor que ouvi dentro veio acordar-me da leitura. Eram uns passos no corredor que ia da sala de visitas à de jantar; levantei a cabeça; logo depois vi assomar à porta da sala o vulto de Conceição.
- Ainda não foi? Perguntou ela.
- Não fui; parece que ainda não é meia-noite.
- Que paciência!
Conceição entrou na sala, arrastando as chinelinhas da a1cova. Vestia um roupão branco, mal apanhado na cintura. Sendo magra, tinha um ar de visão romântica, não disparatada com o meu livro de aventuras. Fechei o livro; ela foi sentar-se na cadeira que ficava defronte de mim, perto do canapé. Como eu lhe perguntasse se a havia acordado, sem querer, fazendo barulho, respondeu com presteza:
- Não! qual! Acordei por acordar.
Fitei-a um pouco e duvidei da afirmativa. Os olhos não eram de pessoa que acabasse de dormir; pareciam não ter ainda pegado no sono. Essa observação, porém, que valeria alguma coisa em outro espírito, depressa a botei fora, sem advertir que talvez não dormisse justamente por minha causa, e mentisse para me não afligir ou aborrecer. Já disse que ela era boa, muito boa.
- Mas a hora já há de estar próxima, disse eu.
- Que paciência a sua de esperar acordado, enquanto o vizinho dorme! E esperar sozinho! Não tem medo de almas do outro mundo? Eu cuidei que se assustasse quando me viu.
- Quando ouvi os passos estranhei; mas a senhora apareceu logo.
- Que é que estava lendo? Não diga, já sei, é o romance dos Mosqueteiros.
- Justamente: é muito bonito.
- Gosta de romances?
- Gosto.
- Já leu a Moreninha?
- Do Dr. Macedo? Tenho lá em Mangaratiba.
- Eu gosto muito de romances, mas leio pouco, por falta de tempo. Que romances é que você tem lido?
Comecei a dizer-lhe os nomes de alguns. Conceição ouvia-me com a cabeça reclinada no espaldar, enfiando os olhos por entre as pálpebras meio-cerradas, sem os tirar de mim. De vez em quando passava a língua pelos beiços, para umedecê-los. Quando acabei de falar, não me disse nada; ficamos assim alguns segundos. Em seguida, vi-a endireitar a cabeça, cruzar os dedos e sobre eles pousar o queixo, tendo os cotovelos nos braços da cadeira, tudo sem desviar de mim os grandes olhos espertos.
- Talvez esteja aborrecida, pensei eu.
E logo alto:
- D. Conceição, creio que vão sendo horas, e eu...
- Não, não, ainda é cedo. Vi agora mesmo o relógio; são onze e meia. Tem tempo. Você, perdendo a noite, é capaz de não dormir de dia?
- Já tenho feito isso.
- Eu, não; perdendo uma noite, no outro dia estou que não posso, e, meia hora que seja, hei de passar pelo sono. Mas também estou ficando velha.
- Que velha o quê, D. Conceição?
Tal foi o calor da minha palavra que a fez sorrir. De costume tinha os gestos demorados e as atitudes tranqüilas; agora, porém, ergueu-se rapidamente, passou para o outro lado da sala e deu alguns passos, entre a janela da rua e a porta do gabinete do marido. Assim, com o desalinho honesto que trazia, dava-me uma impressão singular. Magra embora, tinha não sei que balanço no andar, como quem lhe custa levar o corpo; essa feição nunca me pareceu tão distinta como naquela noite. Parava algumas vezes, examinando um trecho de cortina ou consertando a posição de algum objeto no aparador; afinal deteve-se, ante mim, com a mesa de permeio. Estreito era o círculo das suas idéias; tornou ao espanto de me ver esperar acordado; eu repeti-lhe o que ela sabia, isto é, que nunca ouvira missa do galo na Corte, e não queria perdê-la.
- É a mesma missa da roça; todas as missas se parecem.
- Acredito; mas aqui há de haver mais luxo e mais gente também. Olhe, a semana santa na Corte é mais bonita que na roça. São João não digo, nem Santo Antônio...
Pouco a pouco, tinha-se inclinado; fincara os cotovelos no mármore da mesa e metera o rosto entre as mãos espalmadas. Não estando abotoadas, as mangas, caíram naturalmente, e eu vi-lhe metade dos braços, muitos claros, e menos magros do que se poderiam supor. A vista não era nova para mim, posto também não fosse comum; naquele momento, porém, a impressão que tive foi grande. As veias eram tão azuis, que apesar da pouca claridade, podia contá-las do meu lugar. A presença de Conceição espertara-me ainda mais que o livro. Continuei a dizer o que pensava das festas da roça e da cidade, e de outras coisas que me iam vindo à boca. Falava emendando os assuntos, sem saber por quê, variando deles ou tornando aos primeiros, e rindo para fazê-la sorrir e ver-lhe os dentes que luziam de brancos, todos iguaizinhos. Os olhos dela não eram bem negros, mas escuros; o nariz, seco e longo, um tantinho curvo, dava-lhe ao rosto um ar interrogativo. Quando eu alteava um pouco a voz, ela reprimia-me:
- Mais baixo! Mamãe pode acordar.
E não saía daquela posição, que me enchia de gosto, tão perto ficavam as nossas caras. Realmente, não era preciso falar alto para ser ouvido; cochichávamos os dois, eu mais que ela, porque falava mais; ela, às vezes, ficava séria, muito séria, com a testa um pouco franzida. Afinal, cansou; trocou de atitude e de lugar. Deu volta à mesa e veio sentar-se do meu lado, no canapé. Voltei-me, e pude ver, a furto, o bico das chinelas; mas foi só o tempo que ela gastou em sentar-se, o roupão era comprido e cobriu-as logo. Recordo-me que eram pretas. Conceição disse baixinho:
- Mamãe está longe, mas tem o sono muito leve; se acordasse agora, coitada, tão cedo não pegava no sono.
- Eu também sou assim.
- O quê? Perguntou ela inclinando o corpo para ouvir melhor.
Fui sentar-me na cadeira que ficava ao lado do canapé e repeti a palavra. Riu-se da coincidência; também ela tinha o sono leve; éramos três sonos leves.
- Há ocasiões em que sou como mamãe: acordando, custa-me dormir outra vez, rolo na cama, à toa, levanto-me, acendo vela, passeio, torno a deitar-me, e nada.
- Foi o que lhe aconteceu hoje.
- Não, não, atalhou ela.
Não entendi a negativa; ela pode ser que também não a entendesse. Pegou das pontas do cinto e bateu com elas sobre os joelhos, isto é, o joelho direito, porque acabava de cruzar as pernas. Depois referiu uma história de sonhos, e afirmou-me que só tivera um pesadelo, em criança. Quis saber se eu os tinha. A conversa reatou-se assim lentamente, longamente, sem que eu desse pela hora nem pela missa. Quando eu acabava uma narração ou uma explicação, ela inventava outra pergunta ou outra matéria, e eu pegava novamente na palavra. De quando em quando, reprimia-me:
- Mais baixo, mais baixo...
Havia também umas pausas. Duas outras vezes, pareceu-me que a via dormir; mas os olhos, cerrados por um instante, abriam-se logo sem sono nem fadiga, como se ela os houvesse fechado para ver melhor. Uma dessas vezes creio que deu por mim embebido na sua pessoa, e lembra-me que os tornou a fechar, não sei se apressada ou vagarosamente. Há impressões dessa noite, que me aparecem truncadas ou confusas. Contradigo-me, atrapalho-me. Uma das que ainda tenho frescas é que, em certa ocasião, ela, que era apenas simpática, ficou linda, ficou lindíssima. Estava de pé, os braços cruzados; eu, em respeito a ela, quis levantar-me; não consentiu, pôs uma das mãos no meu ombro, e obrigou-me a estar sentado. Cuidei que ia dizer alguma coisa; mas estremeceu, como se tivesse um arrepio de frio, voltou as costas e foi sentar-se na cadeira, onde me achara lendo. Dali relanceou a vista pelo espelho, que ficava por cima do canapé, falou de duas gravuras que pendiam da parede.
- Estes quadros estão ficando velhos. Já pedi a Chiquinho para comprar outros.
Chiquinho era o marido. Os quadros falavam do principal negócio deste homem. Um representava "Cleópatra"; não me recordo o assunto do outro, mas eram mulheres. Vulgares ambos; naquele tempo não me pareciam feios.
- São bonitos, disse eu.
- Bonitos são; mas estão manchados. E depois francamente, eu preferia duas imagens, duas santas. Estas são mais próprias para sala de rapaz ou de barbeiro.
- De barbeiro? A senhora nunca foi a casa de barbeiro.
- Mas imagino que os fregueses, enquanto esperam, falam de moças e namoros, e naturalmente o dono da casa alegra a vista deles com figuras bonitas. Em casa de família é que não acho próprio. É o que eu penso; mas eu penso muita coisa assim esquisita. Seja o que for, não gosto dos quadros. Eu tenho uma Nossa Senhora da Conceição, minha madrinha, muito bonita; mas é de escultura, não se pode pôr na parede, nem eu quero. Está no meu oratório.
A idéia do oratório trouxe-me a da missa, lembrou-me que podia ser tarde e quis dizê-lo. Penso que cheguei a abrir a boca, mas logo a fechei para ouvir o que ela contava, com doçura, com graça, com tal moleza que trazia preguiça à minha alma e fazia esquecer a missa e a igreja. Falava das suas devoções de menina e moça. Em seguida referia umas anedotas de baile, uns casos de passeio, reminiscências de Paquetá, tudo de mistura, quase sem interrupção. Quando cansou do passado, falou do presente, dos negócios da casa, das canseiras de família, que lhe diziam ser muitas, antes de casar, mas não eram nada. Não me contou, mas eu sabia que casara aos vinte e sete anos.
Já agora não trocava de lugar, como a princípio, e quase não saíra da mesma atitude. Não tinha os grandes olhos compridos, e entrou a olhar à toa para as paredes.
- Precisamos mudar o papel da sala, disse daí a pouco, como se falasse consigo.
Concordei, para dizer alguma coisa, para sair da espécie de sono magnético, ou o que quer que era que me tolhia a língua e os sentidos. Queria e não queria acabar a conversação; fazia esforço para arredar os olhos dela, e arredava-os por um sentimento de respeito; mas a idéia de parecer que era aborrecimento, quando não era, levava-me os olhos outra vez para Conceição. A conversa ia morrendo. Na rua, o silêncio era completo.
Chegamos a ficar por algum tempo, - não posso dizer quanto, - inteiramente calados. O rumor único e escasso, era um roer de camundongo no gabinete, que me acordou daquela espécie de sonolência; quis falar dele, mas não achei modo. Conceição parecia estar devaneando. Subitamente, ouvi uma pancada na janela, do lado de fora, e uma voz que bradava: "Missa do galo! missa do galo!"
- Aí está o companheiro, disse ela levantando-se. Tem graça; você é que ficou de ir acordá-lo, ele é que vem acordar você. Vá, que hão de ser horas; adeus.
- Já serão horas? perguntei.
- Naturalmente.
- Missa do galo! repetiram de fora, batendo.
-Vá, vá, não se faça esperar. A culpa foi minha. Adeus; até amanhã.
E com o mesmo balanço do corpo, Conceição enfiou pelo corredor dentro, pisando mansinho. Saí à rua e achei o vizinho que esperava. Guiamos dali para a igreja. Durante a missa, a figura de Conceição interpôs-se mais de uma vez, entre mim e o padre; fique isto à conta dos meus dezessete anos. Na manhã seguinte, ao almoço, falei da missa do galo e da gente que estava na igreja sem excitar a curiosidade de Conceição. Durante o dia, achei-a como sempre, natural, benigna, sem nada que fizesse lembrar a conversação da véspera. Pelo Ano-Bom fui para Mangaratiba. Quando tornei ao Rio de Janeiro, em março, o escrivão tinha morrido de apoplexia. Conceição morava no Engenho Novo, mas nem a visitei nem a encontrei. Ouvi mais tarde que casara com o escrevente juramentado do marido.


Fonte: Contos Consagrados - Machado de Assis - Coleção Pretígio - Ediouro - s/d.